O foco que eu procurei por anos
Sou guitarrista e professor de música em Taubaté, e há alguns anos estudo com o professor Jonas Masetti, no Vedanta.
Cheguei até aqui por um caminho que começou bem antes. Sempre tive ligação com o lado espiritual, e faz 24 anos que sou Rosacruz. Nas minhas buscas por assuntos que abrem a mente, encontrei os vídeos do professor. Depois vieram o curso Gita numa casca de noz, a entrada na turma regular e agora o aprofundamento.
Hoje quero falar de uma coisa específica que esse estudo me trouxe: foco.
Durante muito tempo, o que eu mais queria era lançar um disco instrumental. A música é o meu trabalho e a minha vida, e mesmo assim esse disco nunca saía. Eu tentava. Nunca consegui achar foco para compor, para gravar, para me dedicar a fundo até o trabalho ficar pronto. O desejo estava lá, e eu ficava negligenciando justamente aquilo que mais desejava. É uma situação curiosa: viver de música, ensinar música e não conseguir terminar a minha.
Então entraram na minha rotina o Puja e o Japa. Eu pratico os dois todos os dias, e acredito que foi com eles que a minha mente achou o foco que eu procurava. Não foi de uma hora para outra, nem foi por mais esforço sobre o mesmo cansaço. O que eu observo é que a prática diária e a capacidade de ficar com uma coisa só até o fim cresceram juntas.
Em agosto deste ano, lancei meu primeiro trabalho solo instrumental. O disco que eu tanto desejava e vivia deixando para depois existe agora, pronto, para quem quiser ouvir.
Esse não foi o único lugar onde senti o estudo me dar força, mas é o que quero contar hoje. Ele não ficou só na teoria: apareceu no meu trabalho, de forma concreta, em forma de disco. Sou muito grato por isso.

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